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24 de setembro de 2017

AGILIDADE CEREBRAL
A necessidade de se manter 
o cérebro em constante atividade.


Para que todo o trabalho de resgate e cruzamento de informações aconteça com eficácia e rapidez, é fundamental que o cérebro esteja com todas as suas sinapses ativas,
e aptas a serem utilizadas.

As informações arquivadas serão evocadas no tempo necessário e circularão com rapidez, auxiliando nas decisões, com maior precisão, eficácia e agilidade.


          Um exemplo dessa prática são ordens simples de movimentos recebidas pelo cérebro, transmitidas ao corpo em forma de movimentos.
É fundamental estimular os dois hemisférios do cérebro, para que trabalhem simultânea e integralmente, o que possibilita a utilização do cérebro de maneira total, em todo o seu potencial para memorização e aprendizado, com velocidade e eficiência.



        
  Várias técnicas oferecem ao cérebro experiências fora da rotina, com grau de desafio crescente, que estimulam o desenvolvimento de novas redes neurais e a produção de neurotransmissores (NT - endorfina, dopamina, adrenalina, noradrenalina, e numerosos outros), que aumentam a qualidade das sinapses (conexão entre os neurônios), ampliando a capacidade de processamento e a reserva cognitiva do cérebro.
Se as conexões não estão “ligadas” corretamente, os dendritos (prolongamentos ramificados das células nervosas que recebem e processam informações através das sinapses) podem atrofiar. Isso reduz a capacidade do cérebro de incluir novas informações na memória, além de dificultar a recuperação de informações antigas.
Assim como os exercícios físicos ajudam a manter e melhorar a forma física, a ginástica cerebral pode ajudá-lo a melhorar sua capacidade mental.

A neurociência comprova a capacidade extraordinária do cérebro de se adaptar e mudar seus padrões de conexões.

Esse é o conceito de NEUROPLASTICIDADE.

Neuroplaticidade é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se estrutural e funcionalmente ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências.



Devemos utilizar todas as técnicas para potencializar a capacidade cognitiva, melhorar a concentração, o raciocínio, a memória, a criatividade, a autoestima, a perseverança, a coordenação motora e a capacidade de resolver problemas de forma criativa e inovadora.

FUNDAMENTAL: APRENDIZADO DO NOVO

Novas atitudes.


Atividades de grupo: 

exercícios físicos, esportes, alongamentos orientados,

trabalhos manuais (pintura, costura, bordado, tricot, todas as produções úteis), 

beneficentes, dança, canto (coral), 

um instrumento musical, ler e interpretar em grupo, viagens, idioma, 

jogos de cartas ou outros (dama, xadrez), grupos de apresentação teatral, 

jogos eletrônicos, entre inúmeros outros.



Não permanecer isolado (a).

Ser útil, querido (a) e necessário.

Queixar-se o mínimo possível.

Agradecer!




·        
Inspirado em Bárbara Rocha, Comunicação SUPERA 




1 de setembro de 2017

SETEMBRO AMARELO E 

A  PREVENÇÃO DO SUICÍDIO




A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), trouxe para o Brasil a campanha internacional Setembro Amarelo, que tem como principal objetivo a prevenção ao suicídio e a defesa da vida.




O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, motivo pelo qual a campanha é feita principalmente em setembro, apesar de suas ações serem contínuas.
As ações são desenvolvidas em parceria com a Associação Médica Brasileira – (AMB), Conselho Federal de Medicina – (CFM), Federação Nacional dos Médicos – (FENAM), bem como entidades regionais e suas federadas.
A nossa meta é combater o estigma que envolve o tema e informar a população, incentivando a mídia a falar sobre o assunto.

Alguns Fatores de Risco para o Suicídio

Fontes: 
Ministério da Saúde – Brasil: Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio; 
Organização Pan-Americana da Saúde; 
Universidade Estadual de Campinas.


• Transtornos mentais;

• Sociodemográficos;
• Psicológicos;
• Condições clínicas incapacitantes.



Transtornos mentais (em participação decrescente nos casos de suicídio):

transtornos do humor (ex.: depressão);
transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias   psicoativas (ex.: alcoolismo e outras drogas);
transtornos de personalidade (principalmente borderline, narcisista e anti-social);
esquizofrenia;
transtornos de ansiedade;
comorbidade potencializa riscos (ex.: alcoolismo + depressão).






Atenção!

Os principais fatores de risco para o suicídio são:

• história de tentativa de suicídio;

• transtorno mental.









19 de agosto de 2017


Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)

(Restless Legs Syndrome ou Doença de Willis-Ekbom)


Desejo ou necessidade involuntária quase irresistível de mover as pernas, geralmente à noite, ao deitar-se, ocorrendo o alivio com o movimento das pernas, porém muitas vezes a pessoa fica muito tempo - até muitas horas - movimentando as pernas para aliviar com 
prejuízo do sono.


Pode ter início em qualquer idade, incluindo a infância, podendo ser progressiva, ou desaparecer.



Diagnóstico: predominantemente clínico, fundamentado na descrição dos sintomas, que são muito desagradáveis.

Causa: (etiologia) não é bem determinada, pensa-se em predisposição genética, condicionando uma deficiência de Dopamina  em áreas motoras do cérebro, resultando nos movimentos involuntários e repetitivos característicos da síndrome.

Pode ser secundária a:
1.  Deficiência de ferro, com ou sem anemia;
2. Polineuropatia
3. Diabetes mellitus;
4. Medicamentos;
5. Gravidez;
6. Artrite reumatoide;
7. Insuficiência renal


Os sintomas geralmente regridem quando há melhora dos  quadros acima, ou quando se interrompe o medicamento que pode causá-los .
O tratamento é multiprofissional, de acordo com a etiologia, e para o possível tratamento da causa.

Notas:
Dopamina - neurotransmissor que desempenha importantes funções cerebrais: sensação de prazer -  alimentos saborosos, sexo, jogos e drogas são alguns exemplos de situações que estimulam a ação da dopamina. Atua na função motora, sendo responsável pela execução de movimentos voluntários.


Polineuropatia constitui um distúrbio simultâneo de diversos nervos periféricos no organismo como um todo. Pode ser aguda ou crônica. Resulta de: reação auto-imune, infecções, deficiência de Vit. B, problemas metabólicos, como controle deficiente de glicemia em diabéticos, entre outras causas. Sintomas: formigamento, dor em queimação, dormência, entre os mais suaves.

O sobrepeso, a falta do exercício físico, transtornos emocionais, como a depressão, o estresse mantido, e/ou outras doenças mentais, são agravantes.



Para enriquecimento deste texto, envie o seu comentário ou pergunta. 
Muito obrigada.


Daniel Sposito  Ubá

Caríssima Doutora Elimar.
Quero lhe dar os parabéns pelo blog que desenvolve temas tão importantes e com tanta
qualidade e bom gosto. Sempre que posso, visito o blog para aprender conhecimentos
importantes e gratificantes, como destacou o jornal local. Mais uma vez, parabéns!

19 de ago (Há 4 dias)




9 de julho de 2017

Zumbido ou Tinnitus
O que acontece quando um som de repente
se repete o tempo todo?
Quando o zumbido dá o tom?



Nosso mundo é cheio de sons: risadas, músicas inesquecíveis, ondas quebrando na praia. Todos esses sons enriquecem nossas vidas e são música para nossos ouvidos, melhorando nosso humor.

O estresse é a causa mais comum de zumbido,
de mão dupla, já que, em casos mais graves, a tensão gerada em decorrência do zumbido pode causar problemas de
sono, fobias e depressão.


       O zumbido é um ruído que se origina dentro do ouvido e pode afetar uma ou as duas orelhas. Embora atualmente não haja uma cura para a maioria dos casos, existem modos de aliviá-lo.


       A pessoa pode encontrar um diagnóstico de zumbido e controlá-lo.  Não ser controlado por ele.

Zumbido, ou tinnitus é o termo médico utilizado para descrever os barulhos que ouvimos em nossas orelhas.
É derivado do latim “tinnire”, que significa “tocar”. O zumbido varia de pessoa para pessoa em:  tipo, frequência e intensidade.
Muitos descrevem o ruído como um assobio, sibilante, crepitante ou uma campainha na orelha.

 Zumbido subjetivo e objetivo

  • ·        Zumbido objetivo, é mais raro. É aquele que também pode ser percebido por outra pessoa e pode ser mensurado diretamente pela(o) fonoaudióloga(o).

O tratamento em geral é medicamentoso.

  • ·        Zumbido subjetivo é audível apenas para a pessoa.

O zumbido é interno – sem fonte sonora externa direta. Esse tipo de zumbido não é mensurável, e constitui uma aflição real das pessoas que afetadas. Existem novas formas de lidar com essa condição e aliviar o impacto do zumbido subjetivo.

Tipos e gravidade

Zumbido agudo - é apenas temporário, depois de um show de música muito alta e desaparece rapidamente.
Zumbido crônico ou permanente, que afeta milhões de pessoas.
A maior parte das pessoas refere o zumbido como uma fonte que não gera irritação ou que gera uma pequena irritação. Mas uma em cinco pessoas descreve a sensação como desagradável e até insustentável.
Muitas dessas pessoas ficam tão estressadas que o zumbido diminui a sua qualidade de vida.

Zumbido é um sintoma, como o é a dor. 
Não uma doença.
       O zumbido é um indicativo de problemas no sistema de processamento do som, mas pode estar também relacionado a uma variedade de doenças.
A maioria das pessoas que sofrem com o zumbido também tem dificuldades de audição de várias intensidades.
O zumbido pode ser causado também por uma disfunção dentária, o bruxismo, por exemplo, e pela dor cervical crônica.
O estresse é a causa mais comum de zumbido. 
A recíproca é verdadeira: o zumbido permanente 
eleva o estresse.

Ruídos agudos são mais percebidos
quando a pessoa está tensa.
Medicamentos podem desencadear o zumbido.
Uma vez que o uso da medicação é interrompido, o zumbido normalmente desaparece também. Mas alguns medicamentos podem causar danos irreparáveis, que podem resultar em zumbido permanente.
Como o zumbido é percebido de modo diferente por cada pessoa, é essencial um diagnóstico preciso, ainda que esse nem sempre seja possível.
Importante:
1. determinar se o caso pode ser tratado por meio medicamentoso ou não;
2. realizar exames otorrinolaringológicos, odontológicos, ortodônticos, fonoaudiológicos, emocionais e ortopédicos;
3. a intensidade e a frequência do zumbido podem ser determinadas por testes específicos e o exame de audição também pode revelar se existe uma perda auditiva associada;
4.avaliação emocional para determinar a presença, ainda que não percebida de estresse mantido;
5.exames funcionais do cérebro indicam aumento de atividade metabólica na região do córtex auditivo em pacientes com zumbido, o que sugere que: ou zumbido não está exclusivamente relacionado à audição, ou a sua permanência desencadeia alterações funcionais cerebrais.
 
Mantenha o sintoma sob controle.
O zumbido pode afetar a vida de uma pessoa e isso depende de vários aspectos: do volume, da frequência e duração, e da percepção individual.
O TRATAMENTO É MULTIPROFISSIONAL



25 de junho de 2017

As Mulheres vivem mais do que os Homens.

O que o ESTRESSE e a IMUNOLOGIA têm a ver com isso?

Quase TUDO !

Publicado na revista científica Immunity & Ageing (2016, 3:2). 
Demonstra que a maior lentidão de envelhecimento do 
sistema imunológico feminino
reflete a maior taxa de longevidade, o que ocorre
em vários países do mundo.


       
Sistema imunológico

       O sistema imunológico vai se debilitando com o tempo; nos homens esse processo é mais rápido.
       Estudos envolveram homens e mulheres saudáveis com idades entre 20 e 90 anos. 
Foram controlados com exames de sangue para a avaliação da quantidade de células do sistema imunológico - que coordenam a resposta de defesa natural do nosso organismo às doenças.
Os resultados mostraram que tanto em homens como em mulheres a contagem de leucócitos (glóbulos brancos) diminuiu com a idade.
Exames mais pormenorizados, mostraram diferenças de contagem entre os gêneros, em dois tipos de leucócitos (que são componentes importantes do sistema imunológico), os linfócitos T e os linfócitos B.

O número de linfócitos T  e  B diminuiu mais rapidamente entre os homens do que entre as mulheres.
Os linfócitos T amadurecem na glândula Timo; por isso o nome. 
É um dos pilares do Sistema Imunológico, junto com o eixo Hipotálamo-Hipofisário-Suprarrenais (Adrenais). 
Para mais detalhes ver neste blog o trabalho apresentado por nós no CONGRESSO MUNDIAL DE PSIQUIATRIA - MADRI - 2015
Linfócitos T -  são tipos de glóbulos brancos (leucócitos) responsáveis pela defesa do organismo contra agentes invasores desconhecidos (antígenos).


Elevam a imunidade específica e a imunidade celular, induzindo a apoptose (autodestruição) de células invadidas por vírus, bactérias intracelulares,
ou cancerígenas.
        Mais do que isso:
       1. as citocinas (um tipo de linfócito T) apresentam um declínio mais rápido no homem, reduzindo o seu número no sangue com o avançar da idade;
       2. dois tipos específicos de linfócitos de defesa orgânica que costumam se tornar mais numerosos com a idade: TCD4 e NK aumentaram mais em mulheres do que em homens ao envelhecerem.
·      As células TCD4  têm a função de coordenar a função de defesa imunológica contra vírus, bactérias  e fungos, principalmente através da produção e liberação de citocinas e interleucinas.
       São capazes de estimular a resposta imune humoral.
·      As células NK (Natural Killer) são um tipo de linfócitos responsáveis pela defesa específica do organismo).
       Têm um papel importante no combate a infecções virais e células tumorais.
       Foram assim denominados exatamente pela sua atividade citotóxica contra células tumorais de diferentes linhagens, sem a necessidade de reconhecimento prévio de um antígeno  específico.





O processo de defesa imunológico é muitíssimo 
mais complexo do que apresento neste texto.
ATENÇÃO:  
Ele sofre inibição ou bloqueio pelo 
estresse mantido.

Alguma relação com a nossa situação atual 
de incertezas e de riscos?